Os bebés das amigas, os bebés da família, os bebés nos médicos, as roupas de bebé... pfuuu... Isto depois dos 30 há uma conspiração contra as mulheres que ainda não são mães, tudo gira à volta de criancinhas, grávidas e maternidade.
Confesso... a pressão é muita!
É aquela tia que pede em favor da mãe, é a nossa mãe que fala subtilmente no assunto (subtileza ao melhor estilo de elefante em loja de cristais), é a avó que faz beicinho e o ar mais infeliz do mundo acompanhado da melhor expressão "vou morrer e não conheço o meu bisneto/a" e depois a maior facada são as amigas, aquelas da mesma idade mas que sem querer deixam o ar de reprovação "então e o bebé, é para quando??".
Bom... antes de tudo, não, não sou mesmo nada contra bebés, criancinhas, fraldas, birras e babas. Adoro miúdos, acho que são a melhor coisa que se pode fazer enquanto ser humano (especialmente enquanto mulher, acho que é qualquer coisa mesmo de divino). Também acredito que há muita gente muito pouco habilitada para criar e educar um Ser... é triste mas cada vez sinto mais isso. Não será o meu caso (digo eu...) mas então o porquê de adiar?
Porque é que cada vez mais as mulheres guardam os filhos para o mais tarde, o logo se vê, estamos a pensar nisso e o há-de ser, claro que sim! ?
Por tudo e mais alguma coisa!
Se realmente não tivermos um percalço pelo caminho, vamos esticando o prazo... Primeiro porque somos novas demais e há a escola, a faculdade, o iniciar de uma profissão. Depois é o homem ideal e o casamento, e com isso vem o ter a casa perfeita com o quarto mais in. Se depois da casa e do homem perfeito e da carreira ainda houver uns trocos que nos deixem folgadas, aí sim, temos o miúdo....
Isto é tudo em que pensamos, o que acontece não é bem assim.
Depois da faculdade e de estudar como se não houvesse amanhã, tentamos ter um emprego decente (na maioria das vezes não reflecte em nada o dinheiro gasto em propinas e o queima pestanas de anos), com um trabalhinho assim assim eis que encontramos um Homem que valha a pena ser o pai da nossa criança (aquele que se Ama a sério e até mais não, e que realmente nos faz querer ter todos os filhos e mais alguns, só porque sim... só porque o Amamos de verdade e somos, at last, Amadas). Ainda assim, e agora mais do que nunca, vem o factor monetário e depois de vencidas todas as barreiras achamos que não há fundos suficientes para tamanho investimento.
Já a esticar o tempo e com o relógio biológico a fazer faísca... tentamos, e tentamos porque o tempo é inimigo das mulheres e o nosso corpo não dá tréguas.
E chega a altura em que tentamos vezes sem conta que começa a ser uma ansiedade... e já não se faz amor, tenta-se fazer um filho. Já não se curte e aproveita... conta-se os dias do período fértil e compram-se testes e fazem-se testes e o tempo passa.
Lado mais dramático à parte, acho que é tudo uma questão de timing e responsabilidade e acima de tudo Amor...
Muito Amor!



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