Ora agora anda tudo preocupado porque , e espantem-se comigo, o SNS pergunta às médicas se estão grávidas ou vão engravidar aquando da entrevista de trabalho.
Pois bem, essa conversa não é de todo nova no que toca a recrutamento, mas vamos lá ver... Será que no privado tem "menos mal" do que no serviço público? Não me parece...
Se bem me lembro, em várias entrevistas a que já fui ao longo da minha vida profissional sempre me perguntaram se tinha filhos, se não, quando estaria a pensar em ter ou se queria ter. Sempre me deu vontade de responder:
"Oh meus grandes filhos de uma grandessíssima p*#$* se estivesse grávida mandavam-me pastar, não é? E se engravidar vou à minha vida mais o puto?!" Enfim... lá me controlei mas sempre fiquei com a sensação que cada vez somos mais números e sacos de pancada do que pessoas, mulheres e mães. Como é que se limita a opção de ter ou não um filho por conta da sua vida profissional? Quem é a mulher que se sente segura no seu local de trabalho por, das duas uma, não tem filhos, gostava mas não sabe se deva ter ou aquela que é mãe e todos os dias faz promessas para que a criança não fique doente sob pena de ficar em casa e no mês seguinte estar desempregada?
Isto é real, acontece e mais grave ainda ser num país que se diz "sem crianças, envelhecido...".
Agora veio a lume este assunto para fazer capas de jornais, ora pois desgraçadas das médicas... que até o são mas não mais do que qualquer outra mulher neste país de gente desgovernada, insensível e egoísta.
Cínicos e sonsos...


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